TDAH: Entenda de Perto o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade

Você já se sentiu com a cabeça nas nuvens, ou conhece alguém que não consegue parar quieto? O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é algo que afeta muitas pessoas, e entender o que ele é pode fazer toda a diferença na vida de quem convive com ele.

Afinal, o que é TDAH?

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento, o que significa que ele está ligado ao jeito que o cérebro se desenvolve. Ele se manifesta por um jeitinho diferente de funcionar, com dificuldade de atenção e/ou muita agitação e impulsividade. Esses sinais precisam aparecer por pelo menos seis meses e atrapalhar um pouco o dia a dia, seja na escola, no trabalho ou nas relações sociais [1]. É mais comum do que imaginamos, afetando cerca de 5% das crianças e 2,5% dos adultos [1].

 

Sinais de desatenção podem ser:

  • Dificuldade em prestar atenção aos detalhes, cometendo erros bobos.
  • Ter a mente longe, como se não estivesse ouvindo quando falam com você.
  • Não conseguir se concentrar em tarefas ou brincadeiras por muito tempo.
  • Começar algo e não conseguir terminar, ou ter dificuldade em se organizar [1].

 

Já os sinais de hiperatividade e impulsividade podem incluir:

  • Estar sempre se mexendo, batucando os dedos ou os pés.
  • Não conseguir ficar sentado quando deveria.
  • Correr ou escalar em momentos e lugares inadequados.
  • Falar demais, interromper os outros ou ter dificuldade em esperar a sua vez [1].

 

O TDAH pode aparecer de três formas:

  • Combinada: Quando a pessoa tem tanto dificuldade de atenção quanto agitação/impulsividade.
  • Predominantemente Desatenta: Quando a maior dificuldade é a atenção.
  • Predominantemente Hiperativa/Impulsiva: Quando a agitação e a impulsividade são mais evidentes [1].

 

Existem alguns fatores que podem influenciar o TDAH, como características de temperamento, coisas que aconteceram durante a gestação (como baixo peso ao nascer, uso de cigarro ou álcool pela mãe) e até mesmo a genética, ou seja, pode ser algo que vem da família [1]. É importante saber que o TDAH muitas vezes vem acompanhado de outras questões, como ansiedade e depressão, e pode trazer desafios na escola e na vida social [1].

 

Como descobrir se é TDAH?

Descobrir se é TDAH não é algo simples e rápido. É um processo que envolve vários profissionais e etapas. Os especialistas vão observar, conversar bastante (fazer anamneses), aplicar testes para entender como o cérebro funciona (atenção, memória, etc.), usar escalas de avaliação e analisar tudo com muito cuidado [1]. O objetivo é entender o que está mais difícil e o que a pessoa faz bem, para então indicar o melhor caminho [1].

 

É fundamental que essa avaliação seja feita por profissionais experientes, como psicólogos e neurologistas. Eles vão considerar o seu dia a dia, suas particularidades e descartar outras condições que possam ter sintomas parecidos [1]. Um bom protocolo de avaliação, como o usado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, pode incluir uma triagem inicial, uma avaliação neuropsicológica completa e uma conversa final com os pais ou responsáveis para explicar os resultados [1].

 

E o que fazer depois do diagnóstico?

Se o diagnóstico de TDAH for confirmado, a boa notícia é que existem muitas formas de ajudar! As recomendações de tratamento, tanto no Brasil quanto no mundo, indicam uma abordagem multimodal. Isso significa que vários profissionais e áreas trabalham juntos para cuidar de todas as partes da vida que são afetadas pelos sintomas [1]. O tratamento é feito sob medida para cada pessoa e sua família, e não foca só nos sintomas principais, mas também nas dificuldades na escola, nas relações e em outras questões que possam surgir [1].

 

As terapias comportamentais são muito eficazes e mudam de acordo com a idade. Para os pequenos, os pais podem aprender técnicas para lidar melhor com o comportamento dos filhos. Para adolescentes e adultos, a terapia pode ajudar a organizar a rotina, a lidar com as emoções e a desenvolver estratégias para o dia a dia [1]. Na escola, é importante que professores e a equipe pedagógica usem estratégias que ajudem o aluno a se concentrar e a aprender melhor [1].

 

Em alguns casos, a medicação pode ser uma aliada, principalmente para crianças e adolescentes, para ajudar a controlar os sintomas. Existem os estimulantes, que são os mais conhecidos, e também os não estimulantes [1]. A decisão de usar medicação é sempre conversada e tomada em conjunto com os profissionais de saúde.

 

Uma vida com TDAH é possível e feliz!

O TDAH é um desafio, mas com o diagnóstico certo e o tratamento adequado, é totalmente possível ter uma vida plena e feliz. Entender o transtorno, buscar ajuda profissional e contar com o apoio da família e da escola são passos essenciais para gerenciar os sintomas e desenvolver todo o potencial de quem tem TDAH.

 

Fonte:

[1] SILVA, M. M. M.; ZANDONÁ D’ALMEIDA, L. C. M. S.; HOLLANDINI, T.; TEIXEIRA, M. C. T. V. Introdução ao transtorno de déficit de atenção/hiperatividade: caracterização, avaliação e intervenção. Cadernos de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento, São Paulo, v. 22, n. 2, p. 126-138, jul./dez. 2022. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5935/cadernosdisturbios.v22n2p126-138. Acesso em: 14 fev. 2026.

Por trás de cada “estou bem” não dito,

há uma mulher que merece apoio.

Não Carregue sozinha o que dói.

Terapia é seu porto seguro para:

  • Compartilhar sem julgamentos
  • Entender seus padrões
  • Reescrever sua história com gentileza

 

Bruna Revers | CRP 08/43478

Um espaço para você respirar fundo e ver se faz sentido seguirmos juntas

Contato

(41) 9.8768 1821
psibrunarevers@gmail.com

Todos os direitos são reservados | Psicóloga Bruna Revers | 2025